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Conforme o que foi prometido, hoje falarei um pouco sobre a festa das Congadas, que no final do ano de 2009, completou 122 anos de atividades.

Vale salientar que os nossos atuais “Congadeiros e Moçambiqueiros”, estão de parabéns, pois se fizermos uma viagem ao tempo descobriremos que a primeira festa ocorreu no ano de 1887, em plena escravidão, pois a lei áurea foi assinada mais precisamente no dia 13 de maio de 1888, e como é sabido por todos que a festa das congadas teve inicio nas senzalas e antes do abolicionismo, os negros não tinham a liberdade de poder expressar sua cultura, pois as penalidades impostas eram severas e mesmo assim ocorreu a primeira festa.

Hoje a cidade conta com cinco ternos sendo eles: Marinheiros do Prata, Veteranos Classe A, e Terno do Senhor Matias, Moçambique Estrela Dalva, e Moçambique Estrela do Oriente.

Mas tivemos em outras épocas o Terno do Sr. Acácio, Terno do Sr. Berto Paulino e o Terno do Sr. José Rodeiro, todos já falecidos.

Vale salientar que as dificuldades existem, mas mesmo assim, cada terno tem se esforçado ao máximo para a preservação da memória de nossos ancestrais, difundindo na região e em outros estados o legado dos nossos antecessores.

O dimensionamento da nossa festividade se tornou tão amplo e abrangente que vários artistas consagrados já passaram pela nossa cidade, citemos apenas alguns artistas: Perla, Clube do Bolinha, Leandro e Leonardo, Pedro Bento e Zé da Estrada, Duduca e Dalvam, Milionário e José Rico e vários outros.

No entanto a partir de 8 de dezembro, a cidade já vive o clima contagiante do Natal e na expectativa do brilhantismo dos Congadeiros.

Pra finalizar esta sendo preciso criar aqui um “CEDOC” Centro de Documentário Cultural, para manter vivas a nossa cultura e tradições.

Um grande abraço e até a próxima semana.

 

Joel de Abreu.

 

ps: Em 23 de Julho de 1998, enviei um oficio a Câmara Municipal de Pratápolis, pedindo que sugerisse ao chefe executivo que erguesse um obelisco em frente a Igreja do Rosário em homenagem ao Sr. Leiriano e ao Sr. Matias, fonte de referência da congada Pratapolense e todos os demais poderiam se ver representados por esses dois inesquecíveis congadeiros.

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