JÁ OUVIU DIZER QUE O CÃO E O MELHOR AMIGO DO HOMEM?

10/03/2010 10:06

 Sr. Fernandes, casado, pai de Marina, Marlene e Joel, era possuidor de um belo sítio a poucos quilómetros da cidade. Era um homem muito controlado e sistemático.

De vez em quando gostava de tirar um dia para descansar, e foi num dia desses que decidiu ir fazer uma pescaria num rio há uns quilómetros de sua casa. Quando o filho Joel soube que o pai iria pescar, teve muita vontade de acompanhá-lo, o que não foi possível. Pois o pai não gostou da ideia e não deixou. O garoto chorou, pediu que a mãe interferisse e depois de muitos pedidos feitos, Sr. Fernandes aceitou. Mas impôs a condição que o cachorro não fosse, e sim ficaria amarrado. Mal chegaram ao rio, 'o cachorro chegou junto. Sr. Fernandes tentou espantar o cachorro dando-lhe umas pau­ladas, mas não conseguiu. Mal sabiam o que estava para acontecer.

Foi quando, Sr. Fernandes ao preparar a sua vara de pesca, surgiu uma cobra venenosa que mordeu a sua mão, que com o susto e a dor, o deixa paralisado. O filho Joel ao ver a cena, fica muito assustado, mas mesmo assim, ainda teve forças para arrastar seu pai pra debaixo de uma árvore.

Sr; Fernandes suava e chorava e seu filho cada vez mais apavorado. O cachorro latia, tentando dizer alguma coisa. Os dois, o garoto e o cachorro, estavam apavorados, mas não sabiam o que fazer. O garoto quis rezar, mas, como ainda era muito criança, não sabia. Estava muito distante de casa para pedir socorro. Já não havia nada a ser feito.

O cachorro ajoelhou ao lado de Sr. Fernandes como se estivesse rezando e ficou em silêncio por alguns minutos depois olhou para o céu como se estivesse agradecen­do a Deus. Depois disso, o cachorro morde a mão de Sr. Fernandes a deixando-a para baixo e começar a lamber o local do ferimento feito pela cobra até que o sangue começa a brotar e o veneno sair.

Em poucos instantes, Sr. Fernandes volta ao normal sem saber o que havia acon­tecido. Seu filho relata ao pai e diz que se está vivo foi graças ao cachorro, que antes, fora proibido de estar ali.

Sr. Fernandes vai se ajeitando para ir embora abraçado ao seu animal de estima­ção: o cachorro que tinha o nome de Bravo.

O garotinho Joel disse ao pai, que o cachorro Bravo iria ficar pra sempre em sua memória graças a sua bravura e gesto solidário. E que com ele, aprendera muitas coisas boas.

Este cão não foi só o melhor amigo do homem, foi também seu médico salvando sua vida.

 

História fictícia de René Belluomini.

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