O Jatobá

16/03/2010 08:29

 Em uma pequena floresta de árvores frondosas ali existentes, as aves e os animais dali moradores, preocupados com o descaso do ser humano que, não dão a mínima para as belezas e os frutos que a terra produz para a nossa sobrevivência e admiração Resolveram fazer uma reu­nião, para discutir o que fazer para evitar a devastação daquela importante obra "Divina" As­sim, a sombra de um enorme "Jatobá", acomodou-se todos, fizeram-se um grande silêncio, um olhando para o outro, sem nada dizerem, pois, não eram afeitos para aquele tipo de encontro inusitado. Alguns instantes se passaram, sem que ninguém dissesse nada, até que a coruja, ba­tendo as suas asas rompeu o silêncio, dizendo: bem alguém tem que falar alguma coisa? E, espe­rou. Como ninguém se manifestasse a coruja, disse a coruja, então falo eu! E começando, disse: Meus amigos e moradores desse pequeno "Paraíso", antes de começarmos, temos que nos eleger um Presidente para esta reunião, e todos aplaudiram em concórdia da eleição, disse, então a co­ruja: pois, então, sugiro que elejam o "Jatobá" para Presidente. Que foi aprovado por unanimi­dade, e, já empossado seu Presidente. Começa assim, a reunião sob a presidência do frondoso "Jatobá". Que, um tanto tímido, balança seus galhos, limpa a garganta e agradece a todos pela confiança nele depositada, e, passa a falar sobre a atual situação da "Floresta, das aves e dos animais", que vive ali, sempre sob a ameaça do animal "ser humano", chamado "Homem". Que, sem nenhuma consciência do mal que eles estão fazendo a si mesmos, ao invadirem os nossos recintos do equilíbrio natural, formados pelo nosso "Criador", com malvadas "Moto serras", sem piedade, derrubam-nos impiedosamente e nos manda para fornos e serrarias, ou muitas ve­zes sem nenhuma utilidade. Que, queimados, e sem vida ali no chão, desapareceremos, inter­rompendo maldosamente nossa existência. Não sabendo eles, que 24 horas por dia, com sol, frio, chuva e muitas vezes sobre calor escaldante, estamos trabalhando para neutralizar e limpar as impurezas que o próprio "homem", cria e provoca, lavando ao "ar" toneladas de fuligens e de gases venenosos, que se não fosse a nossa intervenção, eles próprios seriam eliminados. Não sabem eles, ainda, que cada um de nós tem uma missão, um trabalho a cumprir, para o bem estar e o equilíbrio da natureza, inclusive a do "ser humano". A minha é devolver a eles o "ar" puro e saudável. Assim como cada um de vocês: As aves, por exemplo, que transporta as nossas se­mentes até onde o vento não consegue levar. A cobra que com o seu veneno, se produz remédios especiais, mesmo sendo ela odiada e temida por todos. Assim, cada um de nós tem sua impor­tância e serventia na formação e preservação da natureza, que o "homem" a cada dia, vem des­truindo, provocando muitas vezes nossa extinção, ser saber que a sua existência, depende, tam­bém, da nossa. Assim, diante de tudo isso e dessa sua inconsciência destruidora, a união de to­dos nós, se faz necessário. E assim, unidos a uma só voz possamos pedir, ao "Deus Pai Todo Poderoso", nosso "Criador" para que ilumine os "Seres Humanos", para quem fomos criados a sua majestade, possam, conscientizar do quanto somos importantes para as suas sobrevivências, e, que, ao invés de nos destruir como estão fazendo, venham a nos proteger, juntando-se a nós, no equilíbrio e na renovação das "Florestas". Encerando, disse o "Jatobá": Salvando a nós, eles, estão salvando a si próprios, a "Humanidade" e a "Natureza", e tudo, o que nela se encerra.

Pratápolis-MG-23 de junho de 2009. Histórias Fictícias de René Belluomini.

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