A VIDA TEM DESTAS COISAS

10/03/2010 10:06

 Em um lugar chamado Catitó, morava um funcionário da Estrada de Ferro que por ali passava: Sr. Mário, com sua esposa Dona lida e mais três lindas filhas, já moças.

 Um dia chegou também para trabalhar na ferrovia, um rapaz garboso e muito bem vestido, e que foi logo sendo muito bem recebido pelo casal. O rapaz chamava Alfredo e as filhas do casal encantaram com sua beleza e começaram ali a disputa.

Terezinha, a mais velha, caiu nas graças de Alfredo e já começaram o namoro. Depois veio o casamen­to e foram morar em outra cidadezinha, para onde Alfredo havia sido transferido. O tempo passou e o casal ainda não havia arrumado um filho. Foi quando, o casal descido pegar uma menina para criar, para que Terezinha não sentisse muito sozinha. A menina se chamava Lúcia, tinha a cor negra e passou a ser a filhinha querida do casal.

Depois disso, o casal começou a ter seus próprios filhos. Duas filhas e um filho que acabaram se tomando verdadeiros irmãos de Lúcia.

O tempo passa, Lúcia se casa e vêm seus filhos. Neste tempo, o casal ainda vive na cidadezinha enquanto que seus filhos e Lúcia vivem em uma cidade grande. Os filhos de Lúcia, André e Marina, já mocinhos, sempre que podem vão visitar os avós, Alfredo e Terezinha.

Em um desses passeios, André que estava desempregado, teve um triste envolvimento com seus avós. Alfredo guardava muito bem guardado em seu guarda roupas, uma caixinha contendo um objeto de estimação e certa quantia em dinheiro. Os avós saíram para fazer uma caminhada, deixando o neto André sozinho.

Assim que o casal chegou em sua casa, já perceberam que alguém havia mexido em seus guardados e Alfredo já foi logo acusando o neto André de ladrão, querendo expulsa-lo de casa assim que chegasse, pois ele havia saído com seus amigos. Terezinha tentou acalma-lo, mas sem sucesso. Terezinha aproveitou o distanciamento do marido e foi telefonar para sua filha contando o ocorrido. A filha ficou surpresa, dizendo que o filho nunca havia feito este tipo de coisa. Quando André chegou, Alfredo foi logo apertando para que contasse a verdade. E o rapaz, inocente, não sabendo de nada, começou a chorar e negando toda acusação. André jurava que nunca havia jeito este tipo de coisa, mas o avô não acreditava e continuava a acusá-lo. O clima continuava tenso na casa e o pobre André sofria com a situação, mas não conseguia provar-se inocente. No dia seguinte, o casal Alfredo e Terezinha recebe a visita de um policial. O policial pergunta-lhes se haviam dado falta de algo. Terezinha diz que sim. E o policial devolve a caixinha com seus pertences contando a seguinte história. -Ontem à tarde, quando vocês saíram para uma caminhada, seu neto saiu logo depois e um ladrão que agora já está preso nos con­fessou que aproveitou a ausên­cia de todos, entrou pela janela do banheiro e apoderou da cai­xinha com o dinheiro e o objeto de estimação.

Alfredo começou a chorar de ar­rependimento por ter acusado o neto, chama-o, conta-lhe esta historia e pede para perdoá-lo. A partir daí, o mal-entendido foi solucionado e continuaram a vi­ver novamente felizes.

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