COISAS DO DESTINO

10/03/2010 10:03

Na cidade grande, um rico industrial, casado, com duas filhas Isabel e Neide. Na grande cidade vi­viam tranquilos, com as graças que Deus lhes deu: fortuna e muito lazer.

Isabel e Neide já mo­cinhas, começaram a na­morar. Mas, seus pais, sempre interferindo no na­moro das duas filhas. Por serem muitos ricos, seu pai sempre exigia que seus fu­turos genros fossem esco­lhidos por eles. E as filhas, nunca concordavam.

E o pai sempre ame­drontava as filhas. Se vo­cês aprontarem alguma coisa errada eu serei muito severo e não as perdoarei.

Isabel, era mais re­belde, Neide, mais calma. Isabel sempre dizia a irmã: um dia eu perco a cabeça e nem sei o que vou aprontar. Mas Neide sempre a acon­selhava. - cuidado, minha irmã, não faça besteira, nosso pai sempre cumpre o que fala. E você sabe muito bem o que pode acontecer!

Mas Isabel, com o gê­nio agitado, logo arrumou um namorado, apaixonou-se e se entregou ao rapaz, que por sinal, era pobre e seu pai jamais

provaria. Isabel acabou se engravi­dando.

Seu pai ao descobrir, transformou-se em fúria. E o noivo, ao ver a fúria do pai, esqueceu todas as juras de amor e o compromisso com Isabel e sumiu no mundo.

O pai jamais queria ter um neto vindo de um pai pobre. Com isto, saiu a pro­cura de alguém que sumis­se com a criança logo que ela nascesse.

Assim que a criança nasceu, um casal, já con­tratado pelo seu pai, sumiu com a criança, sem ao me­nos Isabel conhecê-la. Quando Isabel soube do sumiço da criança, logo já percebeu que isto era coi­sa do seu pai.

Mas, tendo um pai muito severo e todo pode­roso, teve que se calar.

Passaram anos e seu pai faleceu. Isabel e sua irmã passaram a ser donas de todos os bens deixados pelo pai, que eram várias indústrias. O sonho de Isabel sempre era en­contrar seu filho - comen­tava com a irmã.

A criança de Isabel, que um dia havia sido leva­da por um casal, a mando de seu pai, passou a morar perto de uma das fábricas, que na qual, Isabel dirigia.

Certo dia chega um rapaz em seu escritório pe­dindo serviço e logo já foi contratado. Graças a sua dedicação, logo é promovi­do para auxiliar de escritó­rio, trabalhando ao lado de Isabel. Com a grande apro­ximação, Isabel percebeu que sentia algo diferente pelo rapaz, percebendo que estava apaixonada, chegou até a confessar com sua irmã. O rapaz chamava Ga­briel. E o namoro começou... O relacionamento entre Isa­bel e Gabriel cada vez mais forte.

Gabriel quis que Isa­bel conhecesse seus pais. Os pais de Gabriel fizeram um delicioso jantar para es­perar a futura nora e patroa de seu filho.

O pai de Gabriel quando a viu, chamou o filho no canto e comentou: Meu filho ela é bem mais velha que você. O que você viu nela? Não sei pai, disse o filho, me sinto um prazer enorme em estar ao lado dela sempre.

Durante o jantar, a conversa rola solta, até que Isabel confessa que ama muito o Gabriel, que quer se casar com ele, mas tem um segredo escondido que queria revelar. Foi ai que Isabel contou aos três, que, quando, ainda jovem teve um filho e seu pai, não aceitando o neto por ser filho de pobre, desapareceu com a criança, antes mesmo de ela conhecer. Mas ainda alimento a esperança de um dia conhecer este meu filho.

Neste momento o pai de Gabriel ficou mudo e a mãe a chorar, Isabel até chegou a pensar que  eles estavam assim, devido a tanta emoção da sua história de vida e chegou a per guntar: E ai, vocês aprovam nosso casamento? Nin­guém respondeu.

Até que o pai de Gabriel, disse que também tinha um segredo pra lhe  contar. Nós somos o ca­sal contratados pelo seu pai para sumirmos com a cri­ança. Gabriel é o filho que você tanto procura. Vocês não podem se casar. Assim termina um namoro e começa  aquele amor fraternal de mãe e filho. Isabel deixa de ganhar um marido, mas ganha um filho que sonhava encontrar a muito tempo. Juntos abraçados sorriram e perdoaram os pais de Gabriel.

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