IDAS E VOLTAS

10/03/2010 10:05

 A nossa historinha fictí­cia de hoje, começa quando uma moça de família muito pobre e pouca instrução fica grávida de um pai desconhecido. Logo que deu a luz ao garotinho, que co­locou o nome de Valdo, ela dei­xou a criança com os avós e foi embora.

O garoto foi criado como os avós podiam: Uma vida sim­ples e pobre. Na escola Valdo conseguia excelentes notas e era muito elogiado.

Mas Valdo, foi ficando rapazinho e as más companhi­as tomaram conta, tanto é que antes de completar 18 anos, já era um alcoólatra. Os amigos o chamavam de Valdinho. Valdinho era alvo de chacotas pela crian­çada da cidade. Devido estar sempre bêbado pela cidade, Valdinho estava sofrendo muito e sendo muito maltratado.

Até que um dia, após muito sofrimento, Valdinho põe a pensar em sua vida: - Já não conheci minha mãe nem meu pai, meus avós estão velhinhos e eu não sou ninguém nesta vida.

Como estava perto da igreja, foi falar com o padre. Após muitos conselhos recebidos, decidiu que iria mudar de vida:

pararia de beber e se tornaria um padre. O padre da paróquia se propôs a ajudá-lo e Valdinho foi para o seminário, se desta­cando muito em seus estudos. O povo da cidade não acredita­va e ficava fazendo piadinhas a seu respeito.

O tempo passou, até que chegou o grande dia. A miss do domingo seria de ordenação do novo padre. Padre Valdo. Igreja cheia, todos preparados para esta grande festa.

Após a ordenação o bis­po deu aposentaria para o pa­dre local, por ele estar bem ve­lho e deixou a paróquia da cida­de para o Padre Valdo. Assim, Valdo se tornou padre em sua terra natal.

Como Padre Valdo perde­ra seus avós quando estava no seminário, começou a dedicar sua vida a cuidar dos velhinhos. Levando carinho e comunhão todos os domingos. Em uma des­tas visitas, Padre Valdo encon­trou em uma casinha bem sim­ples, uma velhinha muito doente, pobre e faminta. Padre Valdo co­meçou a cuidar dela com um carinho especial.

 Visitando-a frequentemente até que ela me­lhorou e começou a ir à missa todos os domingos.

 

Certo dia, esta velhinha quis confessar. O Padre Valdo prontamente atendeu seu pedi­do. A velhinha contou alguns pe­cados corriqueiros e disse ao padre, que seu maior pecado, foi na sua adolescência. Que teve um filho com um desconhecido, deixou o filho com os avós e sumiu no mundo sem dar noti­cias. Voltei só agora na espe­rança de reencontrar meus pais e meu filho. Sofri e sofro muito na vida, por este grande peca­do, diz ela. Padre Valdo sente uma estranha sensação e co­meça a interrogá-la: - E você não sabe nada do paradeiro de seu filho? E seu pai? Fale-me sobre  eles. O pouco que esta senhora sabia, ela contou ao padre e disse ainda que seu maior sonho era de reencontrar este filho. O 3 padre ficou muito comovido com sua história e o pouco que ela contou foi o suficiente para que o padre Valdo chegasse a uma conclusão.                 

Padre Valdo diz a senho­ra: - Deus perdoa seus peca­dos e seu filho também lhe per­doa, de coração. Padre Valdo sai do confissionário, abraça a velhinha e diz, Você queria tanto conhecer seu filho? Seu filho sou eu. E eu te perdoo por tudo. Há muito tempo também queria , pode dizer a palavra mãe.

Os erros cometidos no  passado são frutos da nossa ignorância, coisa que só o tem­po nos ensina.

 

História fictícia de René Belluomini.

© 2010 Todos os direitos reservados. No ar desde 01/01/2010

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